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Áquila e Priscila

Publicada em: 29/01/2026 14:22 -

Surgem no livro de Atos 18 como um casal comum, mas extraordinariamente alinhado com o propósito de Deus. Áquila era judeu, natural do Ponto, e junto com sua esposa Priscila foi expulso de Roma por decreto do imperador Cláudio. Eles perderam a cidade, mas não perderam a fé. Mudaram-se para Corinto, onde exerciam sua profissão: faziam tendas.

Foi ali que cruzaram o caminho do apóstolo Paulo. A Palavra diz que, por terem a mesma profissão, Paulo passou a morar e trabalhar com eles. A casa virou oficina, a oficina virou ponto de discipulado, e o lar se transformou em base missionária.

Mais tarde, em Éfeso, esse casal demonstra maturidade espiritual ao ensinar com amor e sabedoria a Apolo, um homem eloquente, mas que ainda conhecia apenas parte do caminho. Atos 18:26 diz que eles o chamaram à parte e “lhe expuseram com mais precisão o caminho de Deus”. Um casal ensinando, juntos, sem disputa de voz, sem vaidade, sem competição.

Paulo, em Romanos 16:3-4, chama Áquila e Priscila de “meus cooperadores em Cristo Jesus” e diz algo poderoso: “os quais pela minha vida arriscaram a própria cabeça”. Eles não apenas caminhavam juntos, lutavam juntos.

Em algumas passagens, o nome de Priscila aparece antes do de Áquila. Isso não indica desordem, mas harmonia. Onde um podia falar mais, o outro sustentava. Onde um liderava, o outro protegia. Era parceria, não disputa.

 Um exemplo para os casais dos dias atuais

Áquila e Priscila nos ensinam que casamento não é apenas sobre viver juntos, mas sobre servir juntos.

Nos dias atuais, muitos casais dividem a casa, as contas e a rotina, mas não dividem o propósito. Áquila e Priscila mostram que o casamento floresce quando o casal entende que o chamado de Deus não é individual, ele alcança a família inteira.

Eles nos ensinam que:

  • O lar pode ser altar, não apenas descanso.
  • O trabalho pode ser ministério, não apenas sustento.
  • A fé precisa ser vivida em parceria, não terceirizada.

Eles enfrentaram crises externas, mudanças forçadas e riscos reais, mas nunca se vê divisão entre eles. Porque quando o casal está do mesmo lado, as crises não os separam, os alinham.

Para os casais de hoje, a mensagem é clara:

Não basta amar um ao outro, é preciso caminhar na mesma direção.
Não basta orar individualmente, é preciso orar como casal.
Não basta frequentar a igreja, é preciso ser igreja juntos.

Assim como Áquila e Priscila, que os casais de hoje sejam conhecidos não apenas pelo sobrenome, mas pelo testemunho. Que sejam lembrados como aqueles que abriram a casa, o coração e a vida para o Reino.

Porque quando marido e esposa se tornam cooperadores em Cristo, o casamento deixa de ser apenas uma união humana e passa a ser uma ferramenta poderosa nas mãos de Deus.

“Melhor é serem dois do que um…” (Eclesiastes 4:9), mas quando esses dois caminham com Deus, o impacto é eterno.

 

Wilson Teixeira - IEQ IND 

 

 

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