Deus está falando com um povo que estava prosperando. Eles estavam saindo do deserto, entrando numa terra boa, fértil, produtiva. E o perigo não era a escassez… era o sucesso.
Porque no deserto a gente ora. Na fartura a gente esquece.
“Lembrar” aqui não é memória intelectual. É manter Deus no centro quando tudo está dando certo. É não trocar dependência por autossuficiência.
A pergunta é: Quando a conquista chega… você lembra de quem te sustentou no processo?
“…porque é Ele o que te dá força…” Isso quebra o ego.
Não é “porque Ele te deu a oportunidade”.
Não é “porque Ele te deu sorte”.
É mais profundo. Ele te dá força.
Força física, Força emocional, Força mental, Força espiritual, Força para não desistir quando ninguém vê, Força para continuar quando tudo parecia perdido.
Você pode ter talento, estudo, estratégia…
Mas quem sustenta sua energia? Quem te manteve de pé nas noites difíceis?
Tem coisa que não foi capacidade. Foi graça.
“…para adquirires riquezas…”
Aqui não é só dinheiro. No contexto bíblico, “riqueza” envolve prosperidade, estabilidade, crescimento, frutos.
Mas o detalhe é:
Você adquire, Você trabalha, Você se esforça, Só que a força vem Dele, Isso equilibra duas mentiras perigosas:
“Eu consegui sozinho,” “Eu não fiz nada.”
Não. Você agiu. Mas Deus capacitou, É parceria divina.
“…para confirmar a sua aliança…”
Isso aqui é poderoso demais. Deus não te abençoa só para você viver confortável.
Ele te fortalece porque existe uma aliança. Ou seja: há um propósito maior que seu sucesso pessoal. A prosperidade de Israel não era só para eles terem casas boas. Era para mostrar que Deus cumpre o que promete.
Sua vida é evidência viva da fidelidade de Deus.
“…que sob juramento prometeu a teus pais…”
Isso fala de promessa antiga, tem bênção na sua vida que começou antes de você nascer, tem oração de avô, tem lágrima de mãe, Tem voto feito no secreto.
Você está vivendo respostas que talvez nem saiba de onde vieram.
Deus honra alianças que atravessam gerações.
“…como hoje se vê.”
Ou seja: não é teoria. Está visível, É palpável, É concreto.
O que antes era promessa… agora é realidade. E o perigo é olhar para a realidade e esquecer a origem.
O maior risco da bênção é o esquecimento.
O deserto nos aproxima. A conquista pode nos distrair.
Deus não está dizendo: “Não prospere.”
Ele está dizendo: “Não se esqueça.”
Porque quando você se lembra: Você continua humilde, Você continua grato, Você continua dependente, Você continua alinhado.
E quem permanece alinhado continua sendo sustentado.
Se eu fosse resumir emocionalmente:
Você não chegou até aqui sozinho. A força que você chama de “minha” sempre foi dEle.
E a sua vitória é, no fundo, a fidelidade de Deus em ação. E aí eu te pergunto, pastor…
Se hoje você olhasse para tudo que já viveu, ministério, batalhas, portas abertas, você conseguiria listar quantas vezes foi pura força sua… e quantas foram pura graça?
Porque Deuteronômio 8:18 nos leva a essa rendição silenciosa:
“Senhor… eu me lembro.”
Wilson Teixeira - IEQ IND


